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Projeto garante recursos para tratamento de câncer em crianças e adolescentes

22 out 2019

Foto: Divulgação

Oferecer assistência a crianças e adolescentes carentes diagnosticados com câncer, por meio do cuidado integral, além de prepará-los para seguir com as atividades cotidianas após a doença. Esta é a missão da Tucca, a Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer. Criada em 1998, em São Paulo, a associação já atendeu 3,5 mil famílias, em 145 mil consultas. Por ano, a Tucca oferece 10 mil sessões de quimioterapia, 85 mil refeições, 700 cestas básicas e mais de 1.900 viagens para transportar pacientes e acompanhantes. A ideia é garantir a assiduidade das famílias ao centro de oncologia pediátrica.

Com foco no tratamento multidisciplinar, entre outras atividades, a Tucca oferece mil horas de aula de artes às crianças e jovens atendidos. E um dos mecanismos para garantir recursos e dar sustentabilidade aos serviços oferecidos aos pacientes também vem da arte: é o Tucca Música pela Cura.

Desde 2000, o projeto realiza duas séries musicais, que encantam ouvintes de todas as gerações. Os concertos são realizados na Sala São Paulo, na capital paulista, uma das melhores salas de concertos do mundo. Toda a renda da bilheteria é destinada ao tratamento das crianças e dos adolescentes atendidos pela Tucca, em parceria com o Hospital Santa Marcelina. O presidente da instituição, o médico especialista em oncologia pediátrica Sidnei Epelman, fala sobre a importância do projeto.

“Hoje nós temos praticamente de oito a nove concertos para o público adulto e oito concertos para o público infantil. Super didáticos, super bacanas. E aí a gente aprendeu que temos de fazer algo de cultura de muito alto nível para dar certo para todo mundo. Por quê? Porque a gente quer que as pessoas queiram ir, não só porque é beneficente. Usamos o recurso, bem utilizado, de isenção, que é permitido, mas bem utilizamos para a cultura e, indiretamente, para a saúde pública”, destaca.

Concertos beneficentes do projetos são realizados em São Paulo (SP). (Foto: Divulgação)

O Tucca Música pela Cura conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cidadania. Em 2019, o projeto captou R$ 5,4 milhões com patrocinadores, dos R$ 7,6 milhões autorizados a captar por meio do incentivo. Desde 2000, são mais de R$ 32 milhões captados e revertidos ao cuidado infanto-juvenil.

Uma das centenas de crianças já beneficiadas pela Tucca foi a filha de Edinaldo Fernandes. Ele recorda bem da aflição ao saber que Cleia, com cinco anos, precisava de tratamento para curar um tipo de câncer chamado de glioma nas vias ópticas. Hoje, dois anos depois, com a filha curada, ele agradece o acolhimento da instituição.

“É como você não acreditar que existe dentro da sociedade hoje uma instituição tão maravilhosa e tão acolhedora como foi a Tucca. Nós chegamos sem saber o que seria feito, se teria alguma solução. Hoje, posso dizer que a minha filha está curada da doença. A gente acompanha, agora, com ressonância e eu me emociono ao falar da instituição porque eu me lembro de tudo que a gente passou, da força que a gente recebeu aqui”, ressalta Edinaldo.

Para o secretário especial da Cultura do Ministério da Cidadania, José Paulo Martins, o mecanismo do incentivo fiscal é de extrema importância por também possibilitar relevantes benefícios sociais, além dos ganhos econômicos da cadeia produtiva do setor cultural.

“Quando a gente pega o caso da Tucca e pega o caso do projeto que eles desenvolvem com música, a gente vê todo o potencial de utilizarmos a arte como instrumento de inclusão mas, principalmente, como instrumento que, de alguma forma, atende e ameniza a dor de pessoas que têm determinada privação do ponto de vista de saúde. E esse é um dos focos desse projeto. Então, o incentivo fiscal é um instrumento muito rico nessas questões porque nos possibilita esses ganhos”, afirma.

Atendimento humanizado

Foto: Divulgação

Com o recurso aportado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Tucca tem à disposição permanentemente os seguintes profissionais: dentista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo e médicos de diversas especialidades. Também oferece quimioterápicos, protestes oculares e ortopédicas e capacitação profissional. Mantém, ainda, um laboratório de patologia molecular e biologia celular, que auxilia no diagnóstico preciso. O instrumento faz parte do Programa de Hematologia-Oncologia Pediátrico do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que contribui com crianças de todas as regiões do Brasil.

Além dos serviços de saúde e de acesso ao tratamento, a Tucca tem no serviço de Oncologia Pediátrica o primeiro Hospice Pediátrico do Brasil. O conceito de hospice, difundido em países como Inglaterra, atende crianças em estado terminal da doença.

Entre outros objetivos, o espaço busca prover atendimento humanizado, controle da dor, de outros sintomas e conforto aos pacientes com câncer com idade entre 0 a 18 anos, junto a seus familiares. O atendimento é gratuito, sem limitar o tempo de hospedagem do paciente. Os familiares contam, ainda, com suporte para lidar com o luto, após a morte do paciente.

Lei Federal de Incentivo à Cultura

A Lei Federal de Incentivo à Cultura contribui para ampliar o acesso dos cidadãos à cultura, uma vez que os projetos patrocinados devem oferecer uma contrapartida social. Ou seja, se quiserem contar com o apoio da legislação para captar recursos, eles têm que distribuir parte dos ingressos gratuitamente e promover ações de formação e capacitação junto às comunidades – as chamadas contrapartidas sociais.

Por meio do mecanismo, criado em 1991 pela Lei 8.313, empresas e pessoas físicas podem patrocinar espetáculos, exposições, shows, livros, museus, galerias e várias outras formas de expressão cultural. O valor investido, total ou parcial, é abatido do imposto de renda.

Para saber mais sobre o fomento à cultura no Brasil, acesse: leideincentivoacultura.cultura.gov.br.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

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