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Seminário Nacional discute Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil

03 maio 2019

Seminário Forró e Patrimônio CulturalFoi sob o Luar do Sertão nordestino que o forró nasceu e, de passo em passo, a partir do talento de ícones como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Anastácia, entre tantos outros, chegou a todos os cantos do Brasil. A manifestação cultural conhecida por seus ritmos musicais, danças e instrumentos tradicionais já passa por um intenso processo de mobilização social e será pesquisada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em cooperação com a Associação Respeita Januário a partir do Seminário Forró e Patrimônio Cultural.

O objetivo do evento que acontecerá entre os dias 08 e 10 de maio deste ano, com atividades Centro Cultural Cais do Sertão e no Paço do Frevo, ambos localizados no coração do Recife Antigo (PE), marca o início do processo de pesquisa que investigará a complexidade das Matrizes Tradicionais do Forró com suas dimensões melódicas, harmônicas, rítmicas e coreográficas, além dos modos de fazer instrumentos musicais, dos contextos sociais e culturais em que a manifestação está inserida, bem como as particularidades dos lugares onde tais referências culturais são mais simbólicas. E para que o dossiê resultante da pesquisa contemple a história, os atuais desafios e as perspectivas de continuidade das práticas sociais que formam as Matrizes Tradicionais do Forró, o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) buscará a participação ativa das comunidades e atores sociais que mantém viva a tradição no país. As inscrições já estão abertas. 

Seminário Forró e Patrimônio CulturalO Seminário Forró e Patrimônio Cultural reunirá forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, e dançarinos, além de gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores de todo o Nordeste e de Estados com forte presença nordestina, que há décadas acolhem e ajudam a fortalecer as Matrizes Tradicionais do Forró, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Espírito Santo. O espaço promoverá trocas de experiências sobre o que consideram importante para o reconhecimento e a continuidade dessa forma de expressão tão representativa da cultura brasileira. “Esse Seminário é de extrema importância para o forró como forma de expressão por falar de maneira tão profunda a cultura nordestina e que vem se renovando no tempo, mantendo-se como força viva da disseminação pelo Brasil e pelo mundo”, ressalta a presidente do Iphan, Kátia Bogéa.

Na pauta estão debates importantes para a compreensão do forró como um Patrimônio Cultural a exemplo da valorização e sustentabilidade da manifestação; das ações de preservação; de políticas públicas, dentre outros. A programação buscará também compreender as formas de transmissão dos saberes relacionados, por meio de oficinas e aulas dos mestres sobre os diferentes instrumentos musicais, os ritmos e as danças que constituem as Matrizes do Forró. Haverá também espaços para apresentações e interações musicais entre músicos e dançarinos por meio de palcos abertos e um show de encerramento especial na tradicional casa de forró recifense, Sala de Reboco, que reunirá os participantes do Seminário na noite da sexta-feira, dia 10 de maio e será aberto ao público.

A pesquisa se estenderá até meados de 2020 e resultará no dossiê de Registro a ser analisado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural que deliberará se o bem receberá o reconhecimento como Patrimônio Cultural do Brasil, destaca o diretor do DPI, Hermano Queiroz.

O processo de Registro das Matrizes Tradicionais do Forró 
Seminário Forró e Patrimônio CulturalEm setembro de 2011, a Associação Cultural Balaio do Nordeste encaminhou ao Iphan o pedido de registro das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Cultural do Brasil. Desde então o Instituto buscou, em parceria com a Associação, o Fórum Nacional Forró de Raiz e outras instituições parceiras, incentivar encontros, fóruns e audiências públicas para discutir o processo de reconhecimento, abordando os potenciais, significados e limites da política de Patrimônio Cultural. As diretrizes apontadas no Encontro Nacional para Salvaguarda das Matrizes do Forró, ocorrido em João Pessoa (PB) em setembro de 2015 são o fundamento para a pesquisa a ser realizada pela Associação Respeita Januário em cooperação com o Iphan. Confira a entrevista com a presidente da Associação Cultural Balaio do Nordeste, Joana Alves.

Formas de expressão como Patrimônio imaterial
Para que um bem seja registrado pelo Iphan é necessário possuir relevância para a memória nacional, continuidade histórica e fazer parte das referências culturais de grupos formadores da sociedade brasileira. Entre os patrimônios imateriais inscritos no Livro do Registro das Formas de Expressão estão as Matrizes do Samba do Rio de Janeiro, o Tambor de Crioula do Maranhão, o Samba de Roda do Recôncavo Baiano e o Frevo.

Serviço:
Data: 08 a 10 de maio de 2018
Horário: De 9h às 18h
Local: Museu Cais do Sertão e Paço do Frevo, Recife (PE)
Confira a Programação
Inscrições abertas

Mais informações para a imprensa
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